Programas de Formação Tech: Conteúdo, formação e seleção final (Continuidade do Artigo “Acelerando a diversidade nas equipes tech…”)

Este é o quarto artigo de uma série de textos sobre boas práticas para programas de formação em tecnologia. Se você está tendo contato com essa sequência pela primeira vez, não deixe de conferir os conteúdos anteriores que estão no site da prosper.tech e no perfil Luiz Eduardo Drouet do Linkedin.

7 – Desenhe o conteúdo com foco nas demandas da empresas e os gaps do público participante

Uma grande vantagem para uma empresa que decide realizar um programa de formação é a oportunidade de definir o conteúdo programático e priorizar temas que sejam relevantes para a sua realidade e especialmente gaps técnicos que vem dificultando a contratação de pessoas candidatas. Por isso, um projeto como esse depende significativamente do envolvimento da área de tecnologia, especialmente na definição do foco (linguagem e senioridade) e também no conteúdo que será abordado no programa de formação.

Quanto maiores a acuracidade na definição do conteúdo e a competência do time de pessoas facilitadoras, maiores serão as chances das pessoas formadas estarem alinhadas às necessidades da organização e consequentemente maiores as oportunidades de contratação. Por isso, muitas empresas optam inclusive por recrutar integrantes do seu time de tecnologia para atuarem como pessoas facilitadoras dos seus programas de formação, no entanto como sabemos que esse público geralmente está sobrecarregado com tarefas e prazos de entrega apertados, é mais comum que as pessoas facilitadoras sejam pessoas selecionadas e contratadas do mercado.

8 – Humanize o processo e garanta o foco na experiência das pessoas candidatas/alunas

Um erro que não pode ser cometido ao se promover um programa de formação, é imaginar que por se tratar de uma oportunidade de qualificação gratuita e viabilizada pela empresa, o interesse ou a experiência das pessoas candidatas não sejam importantes.

Além do respeito e da humanização que devem estar presentes em todas as etapas do projeto, quanto melhor a experiência e o valor entrega para as pessoas que participam da iniciativa, maior será o impacto positivo para a imagem da empresa e da marca empregadora. É comum que as pessoas formadas, mesmo quando não contratadas, fiquem com um sentimento de gratidão pela oportunidade e passem a recomendar e advogar positivamente pela organização dentro da comunidade de tecnologia.

9 – Avalie e contrate as pessoas que fizerem mais sentido.

Em nossos programas de formação costumamos gerar um relatório semanal de acompanhamento de cada pessoa participante. Trata-se de uma excelente oportunidade de observar e mapear atitudes e características que podem passar despercebidas em um processo seletivo. Todos esses insumos são compartilhados regularmente com as empresas patrocinadoras que levam em consideração no momento da seleção final.

Além das informações da pré-seleção e do acompanhamento durante as aulas, a seleção final é o momento chave para avaliação das pessoas candidatas. Além dos requisitos técnicos, é uma oportunidade para aprofundar a avaliação comportamental e definir aquelas que serão contratadas. É sempre importante lembrar que as pessoas que forem aprovadas, poderão continuar o seu processo de desenvolvimento profissional depois de terem ingressado na organização. Em nossos registros é significativa a diferença no engajamento e no turnover de pessoas contratadas por meio de programas de formação em relação a pessoas que ingressaram nas empresas por outros meios.

O que você achou das três dicas desse artigo? Sentiu falta de algo? Então escreva por favor nos comentários. Se gostou, então compartilhe pra ajudar nessa corrente em prol de mais e melhores programas de formação no mercado.

Se precisar de ajuda para desenvolver o seu programa de formação, lembre-se de nos acionar para contar com a nossa experiência de mais de 70 turmas formadas.

Escrito por: Luiz Eduardo Drouet, founder da Prosper Tech Talents, startup de impacto focada em escalar o desenvolvimento de habilidades para o futuro do trabalho, chairperson da Share People Hub, hub de soluções em recursos humanos e presidente da ABRH-SP, principal comunidade de profissionais de RH do país.

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